Review de “Echoes”

Episódio 07 – “Echoes”
Escrito por Elizabeth Craft e Sarah Fain
Realizado por Tim Minear
Actores convidados: Reed Diamond, Miracle Laurie, Mehcad Brooks, Josh Cooke, entre outros.

O novo episódio de Dollhouse, Echoes, é provavelmente aquele que mais controvérsia causou perante a crítica. Alguns consideraram-no um episódio muito bom pertencente à nova etapa de Dollhouse, outros consideraram-no tão mau quanto Stage Fright. Eu inclino-me entre as duas. Echoes é um bom episódio que nos vai provocar enormes gargalhadas, no entanto tem algumas falhas na sua estrutura que prejudicam a experiência do espectador.

O episódio é divido em quatro enredos: o enredo principal sobre a droga no campus de uma universidade que está directamente ligado aos flashbacks de Echo (Eliza Dushku) e às aventuras de Topher (Fran Kranz) e Adelle (Olivia Williams) dentro da Dollhouse. Também damos uma espreitadela ao apartamento de Paul (Tahmoh Penikett) e vemos a evolução da sua relação com Mellie ( participação de Miracle Laurie).

Quando um tubo de ensaio que contém um fármaco capaz de matar toda a população de uma universidade desaparece da corporação farmacêutica Rossum, o seu director recorre à Dollhouse, tanto para a obtenção de uma cura, pois agora não se sabe em quem se pode confiar, como para minimizar os danos. Porquê? Porque os Actives são, supostamente, imunes à droga. Aprendemos que a Rossum Corporation foi quem desenvolveu a tecnologia usada na Dollhouse que passou a financiá-la.

Echo, que não estava a participar nessa missão, começa a lembrar-se, pela quinquagésima vez, mais do que devia e, ao ver o campus da universidade onde se situam os laboratórios da Rossum, deixa o seu cliente algemado a uma cama e decide ir lá para salvar alguém que já se encontra morto há algum tempo vestida como uma personagem de uma anime. Não que haja alguma coisa de errado com isso. Como se calcula ela acaba por salvar o dia de um aluno que tinha roubado o remédio e matado acidentalmente o melhor amigo para o vender (o remédio, não o amigo) à concorrência.

Este enredo principal não é, nem o mais original, nem o mais interessante, que a série já arranjou. No entanto, quando conjugado com os flashbacks de Echo e com as cenas entre Topher e Adelle na Dolhouse acaba por resultar bem. O passeio em que Echo e Sam (participação de Mehcad Brooks) é aborrecido e o actor que faz de Sam foi simplesmente mau. Não digo horrível porque o actor estava tão pálido, ou melhor dizendo, inexpressivo que eu nem sequer pensei na opção de ele ser o causador daquela confusão toda.

À medida que seguimos a narrativa principal, somos ocasionalmente transportados para as memórias de Echo, da altura em que era Caroline. A verdade é que o passado de Caroline não é tão interessante como prometia e afinal ela não é tão má como se pensava ao ver os primeiros minutos de Ghost. Acaba por se revelar uma boa pessoa e a história, apesar de apelativa, não cumpre as expectativas. Esperemos que Joss Whedon tenha algumas surpresas preparadas para os 2 anos que Caroline esteve a fugir de Adelle, porque dava muito jeito ter um personagem principal mais complexo. Mais uma vez, péssimo casting. Os actores que fazem de amigos de Caroline, assim como o namorado, não são remotamente interessantes e graças a eles espero ver o menos possível desta parte da vida de Caroline.

À custa do tal fármaco que vai passando de pessoa em pessoa, recebemos algumas piadas bastante engraçadas de pessoas que geralmente não são engraçadas, como Boyd (Harry Lennix) ou Dominic (Reed Diamond), por exemplo. No entanto, o mais divertido foi mesmo a excelente química entre uma Adelle descontrolada e um Topher sem calças. A cena do trampolim irá saltar à memória de qualquer um sempre que se lembre de Dollhouse.

Topher: I’m working! What are you doing, besides being…
Adelle: Being what?
Topher: Wait a minute.
Adelle: Sarcastic? Unfeeling? British?
Topher: It’s an animal.
Adelle: Where?
Topher: No, the word.
Adelle: Still, you have to admit, I am… very… British. I don’t say hard Rs.
Topher: You know what I like? Brown sauce. What’s it made of? Science doesn’t know.
Adelle: It’s made of brown.
Topher: Brown… mined from the earth by the hardscrabble brown miners of North Brownderton.
Adelle: Oh, my God! I find lentils completely incomprehensible.

Paul e Mellie (ou deverei dizer November?) acabam de uma maneira bastante fraca. Se no episódio anterior foram uma enorme mais valia, neste foram uma quebra de ritmo. Mesmo estando sobre o controlo da Dollhouse, Mellie mostrou o seu lado manipulativo usando o seu ataque para tentar convencer Paul a sair do caso. Ela sabia muito bem no que se estava a meter quando foi para a cama com ele.

Para concluir, Echoes tem a vantagem de ser um episódio que evolui a narrativa ao mesmo tempo que consegue isolar-se completamente dela para nos dar a experiência mais perto do humor presente em Buffy (e Firefly) possível. Não é nada de extraordinário, mas mantém-nos entretidos durante uma hora. Sem dúvida inferior a Man On The Street, mas não pior que qualquer um dos cinco episódio iniciais. Valeu pelos risos, mas estou à espera de mais e melhor agora que nos estamos a aproximar do fim.

Uma resposta a Review de “Echoes”

  1. Cláudia diz:

    A melhor parte do episódio é mesmo o Topher e a Adelle. De resto, acho o episódio um pouco confuso e um pouco fragmentado.

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