Review de “Spy in the House of Love”

Episódio 09 – “Spy in the House of Love”
Escrito por Andrew Chambliss
Realizado por David Solomon
Actores convidados: Reed Diamond, Amy Acker, Miracle Laurie, Liza Lapira, Valerie Cruz, entre outros.

Spy in the House of Love, o novo episódio de Dollhouse tem o título mais exuberante da série até agora. E, por coincidência, ou talvez não, também é o episódio mais exuberante. O episódio cruza quatro enredos que partem dos mesmos acontecimentos, só que vistos por pontos de vista diferentes. Esta técnica com a ajuda da excelente estrutura do episódio dá-lhe uma óptima coesão e, ao espectador, a óptima sensação de estar a fazer um puzzle, com as peças a encaixar à medida o episódio avança.

Echo: I can help you.
Topher: Why would you want to?
Echo: Why wouldn’t I?
Topher: Did I just lose an argument to a doll?

Dollhouse. O início do episódio dá-nos um pouco da resolução do mesmo, mas volta rapidamente atrás e mostra-nos a ordem cronológica dos acontecimentos pelo ponto de vista de Echo (Eliza Dushku) até à sua impressão. Diria que é o ponto de partida para as outras perspectivas. Esta parte do episódio é um pouco lenta e dá-nos a sensação de que não estamos a perceber nada do que está a acontecer, que é provavelmente como se sente Echo, mas é graças a esta ignorância que o resto do episódio tem uma sensação ainda mais agradável

Mellie (depois de ver todas as fechaduras que Paul tem na porta): I guess the neighbourhood went to crap while I was gone.

November. Passamos a ver o episódio pelo ponto de vista de November (Miracle Laurie), que vê Echo, mas não se lembra dela. Visto que ela já estava com a personalidade e memórias de Mellie, não se devia lembrar que ela era Caroline? Provavelmente Topher (Fran Kranz) fez qualquer coisa a esse respeito, pois acho que a série não iria errar numa coisa tão simples. Mellie volta a casa e encontra um Paul (Tahmoh Penikett) muito diferente daquele que deixou. Nota-se que fez imensos progressos na investigação, mas pareceu perder um bocado a noção das coisas e diria até que está um pouco louco. E como se o rapaz ainda não tivesse problemas que cheguem, vem a revelação de que Mellie é uma Doll. Custou ao início, mas parece que Paul está pronto para usar essa informação em seu benefício. Aguardamos desenvolvimentos. Este enredo surpreendeu-me porque pensei que esta revelação ia demorar um pouco mais a chegar. Tal não aconteceu, o que só abona em favor da série que está com um ritmo alucinante. A estratégia de usar Mellie para nos mostrar Paul também foi bastante interessante, dando a sensação que nada caiu do céu e que tudo está ligado.

Paul: You should go back to your mother’s.
Mellie: I can’t. Aside from the obvious reasons like she lives in Iowa and likes to set me up with losers I dated in high shcool, I realized that I was running away from my life.

Sierra. Esta parte do episódio é claramente uma pausa de todos os desenvolvimentos que aconteceram. A acção e o diálogo foram muito bem intercalados neste episódio e estas cenas foram óptimas.

Sierra: Tall order.
Dominic: Oh, if you don’t think you can pull it off…
Sierra: I didn’t say that. I just want you to appreciate how awesome I’m going to be when I deliver.

Victor. O Romeu prepara-se para mais uma missão com Miss Lonely Hearts. E, surpresa das surpresas, daquelas de deixar a boca aberta, o queixo caído e uma grande expressão de “WTF?!”: Miss Lonely Hearts é, nada mais nada menos, Miss Adelle DeWitt (Olivia Williams) tratada gentilmente por Katherine. Esta foi a parte mais calma do episódio, mas nem por isso menos interessante. Adelle é uma das personagens mais interessantes da série e Olivia Williams fez um excelente trabalho a desenvolver o personagem. Como ninguém vive só de trabalho, o sonho de DeWitt é ter companheiro, encontrar o verdadeiro amor, alguém em que possa confiar e confidenciar. O seu sonho é Victor (Enver Gjokaj). No entanto, a moralidade daquilo que faz está a destruí-la cada vez mais e sentimos o conflitos da personagem. À noite, aparece a chorar e só no fim do episódio descobrimos a razão.

Topher: Anything else?
Echo: Yeah, some clothes. I can’t catch a spy in my pajamas.

Echo. A parte final do episódio é fantástica. Em parte devido à magnífica interpretação de Eliza Dushku que, na minha opinião, teve a oportunidade de interpretar a Doll mais interessante até ao momento e o fez com uma aparência lindíssima, e não estou a falar no fato de dominatrix (embora esse tenha claramente os seus pontos positivos). A procura do espião foi excelente, com Echo ao estilo de Sherlock Holmes. A cena do interrogatório, que faz lembrar Bushwacked (Firefly) foi muito engraçada (podem ler alguns excertos mais abaixo). E o clímax foi do melhor com a surpreendente descoberta que Dominic (Reed Diamond) é o espião e uma luta entre Echo e Dominic que já se antecipava há algum tempo, mas que eu nunca pensei que realmente acontecesse.

Topher: I’m not the spy. I discovered the spy. Remember? The spy was operating under my nose.
Echo: Which means you’re either dangerously incompetent or you’re trying to throw us off your trail.

Foi interessante ver o confronto entre DeWitt e Dominic. Ela pareceu impiedosa e não mostrou misericórdia a ninguém, mas foi aqui que descobrimos porque é que ela estava a chorar no final do seu encontro com Victor: porque o seu aliado, e, atrevo-me a dizer, amigo de há três anos, a traiu. Com Dominic fora do baralho, Boyd (Harry Lennix) é promovido, embora não muito por sua vontade. Assim, Adelle começa de novo e Echo também. Ou talvez não. Porque, segundo a última cena, Echo não cortou todos os seus laços com Boyd.

A conversa entre DeWitt e Dominic levantou algumas questões. Será que ele estava a dizer a verdade? Será que ele estava a tentar controlar a Dollhouse? É possível. Mas então quem é que anda a mandar mensagens a Paul? DeWitt não quer que a Dollhouse seja controlada, ela não quer que a Dollhouse seja governada pela Rossum, ela não quer que a Dollhouse seja uma organização clandestina com pouco controlo governamental. Poderá isto ter alguma coisa a ver com o propósito da Dollhouse que November falou? Quererá a Dollhouse libertar-se da Rossum? Por agora parece que há três facções. Uma quer destruir a Dollhouse e está a ajudar Paul, outra é governamental e quer ajudar a Rossum a controlar esta perigosa tecnologia e existe ainda outra que quer usar a Dollhouse para qualquer coisa mais ambiciosa.

Ivy: My talents go beyond asking whether he wants chocolate chio or oatmeal. Which I do very well, thank you, but I probably know enough about the imprint equipment to rip it down and reassemble it without Topher ver knowing. Well, that didn’t sound good, did it?

Boyd: We’re pimps and killers. But in a philanthropic way. Can I go now?

Antes de terminar, gostava de dedicar mais um parágrafo a Echo. Se ao início Echo era pouco apelativa, porque estava sempre a mudar de personalidade e era difícil o espectador ganhar empatia com ela e o máximo que conseguíamos sentir era pena, agora a situação mudou por completo. Eliza está a melhorar significativamente a sua interpretação e Echo é agora a minha personagem favorita. Nunca pensei que uma Doll pudesse ter esta profundidade. Ela é imprevisível, diferente e a sua vulnerabilidade é a sua maior arma. Até senti um arrepio na espinha quando Dominic disse “Someday you’re gonna erase them!”. Se ao início a fraqueza de Dollhouse era o seu personagem principal, pode muito bem ser a sua mais valia no futuro. Nunca se viu ninguém assim.

Dominic: Oh, oh, what, is… is her body language telling you she’s innocent?
Ivy: No, her language language is telling you she’s innocent.

Ivy: Shouldn’t we help?
Dominic: Yeah. I helped when I imprinted her with kung fu skills, but be my guest.

Para concluir, Spy in the House of Love é dos melhores episódios de Dollhouse até agora, senão o melhor. Está ao nível de Man On The Street, mas imerge ainda mais na mitologia da Dollhouse. Foi magistralmente bem escrito por um novato no Whedonverse, Andrew Chambliss, e tem diálogos fabulosos que se assemelham cada vez mais ao estilo de Whedon e também foi bem realizado pelo veterano David Solomon. Dollhouse está cada vez melhor, cada vez mais complexo e nós cada vez mais imersos neste mundo. Nem acredito que desta vez a espera é de duas semanas…

2 respostas a Review de “Spy in the House of Love”

  1. Filipa diz:

    Totalmente de acordo contigo. Embora os restantes episódios também tenham sido bons e a cada episódio a série tem vindo a evoluir e a prender-me cada vez a atenção, este episódio foi, sem dúvida, o melhor da série. Esperemos que o nível de qualidade se mantenha a este nivel e que Sexta-feira chegue rapidamente😀

  2. Cláudia diz:

    Lindo! Este episódio foi totalmente espectacular e acho que provou mais uma vez o talento de Eliza. O episódio teve um bom ritmo, comninado com boa acção, bons diálogos e boa interacção entre as personagens.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: