Review de “Haunted”

Episódio 10 – “Haunted”
Escrito por Jane Espenson, Maurissa Tancharoen & Jed Whedon
Realizado por Elodie Keene
Actores convidados: Miracle Laurie, Ian Anthony Dale, Jordan Bridges, Gregg Henry, entre outros.

Depois de uma overdose de mitologia, Joss Whedon toma a infeliz decisão de nos dar um episódio standalone. A premissa até é interessante: uma mulher morre e a Dollhouse trá-la de volta no corpo de Echo (Eliza Dushku), com as memórias de uma semana anterior ao seu assassinato, e ela tenta descobrir quem a matou. No entanto, o episódio desilude porque a execução não faz jus à premissa. O que o salva são os interessantes enredos secundários e a óptima interpretação de Eliza Dushku.

Comecemos pelo enredo principal. O que é que esteve mal? Tudo. A verdade é que serviu para entreter, mas numa série de Joss Whedon a este ponto do campeonato esperava-se muito mais. O que nós vimos foi basicamente a Margaret (Brenda Bakke / Eliza Dushku) a ver as reacções dos seus familiares, tentando acalmar a dor e a investigar o mistério da sua morte, muito mal, diga-se de passagem. O assassino acaba por inadvertidamente se revelar: é o filho, e parece que a estupidez está-lhes no sangue. Porque outra razão é que ele iria confessar o crime? Foi demasiado óbvio. Qualquer criatura pensante via o resultado a quilómetros de distância.

O enredo secundário da Dollhouse foi bom. Embora tenha tido alguma “palha”, serviu a sua função: aprofundar a personagem Topher (Fran Kranz). A sua química com Sierra (Dichen Lachman) foi boa e vê-la a comportar-se como uma geek babe foi uma cena a não perder. Adorei a forma maternal como DeWitt (Olivia Williams) tratou o Topher, deixando-o cometer esta indiscrição uma vez por ano, no dia do seu aniversário. Surpreendeu Boyd (Harry Lennix) e a mim também. Fiquei desiludido com Boyd. A primeira coisa que fez foi contar a DeWitt. Deve ter-se esquecido que quando Topher pensou que ele era o espião o avisou primeiro. E é este tema que liga o enredo principal ao secundário: a solidão. Acho fantástico a forma como cada episódio de Dollhouse está ligado a um tema (Man On The Street: fantasia; Needs: necessidades; Spy In The House Of Love: Confiança; etc…).

A relação entre Paul (Tahmoh Penikett) e Mellie (Miracle Laurie) continua a evoluir e não no bom sentido. Paul investiga Mellie e vê umas coisas bastante interessantes: ela já esteve presa. Parece que uma mãe que perdeu a filha não era tudo o que havia para saber sobre November… Adoro ver o Paul e Mellie juntos. A cena do jantar foi demais (“Adorabubble”? Lindo!). A relação está obviamente condenanda juntando-se a todas as outras relações impossíveis do Whedonverse. Paul finalmente cede à tentação e esquece o facto de Mellie ser uma doll, indo para a cama com ela. Tenha pena do personagem e esta história levanta mais um interessante dilema que esta tecnologia possibilida: e se alguém que vocês conhecem, gostam e faz parte da vossa vida fosse um Active? No fim, Paul compara-se a um cliente, mas acho que, tendo em conta a situação, está a ser um pouco duro.

Para concluir, Haunted foi um episódio médio. Se gostei muito de ambos os enredos secundários, o enredo principal, que ocupa a maior parte do episódio, esteve abaixo do esperado. Mais uma vez Jed Whedon e Maurissa Tancharoen não conseguem estar ao nível dos outros argumentistas do Whedonverse, mas esperava bem mais de Jane Espenson. Foi bem realizado e a interpretação de Dushku deu um pouco de brilho ao episódio. Não foi mau, mas também não foi muito bom. Quero mais e quero melhor e espero que eles consigam dar-nos nos próximos episódios.

Uma resposta a Review de “Haunted”

  1. Cláudia diz:

    Não foi o melhor, mas foi bastante bom. Gostei muito do caso da Echo e acho que a Eliza fez um óptimo trabalho. A minha cena favorita é a Echo (neste caso a Julia) a tentar não vomitar após o filho se atirar a ela.
    Também gostei muito de como a Mellie/Paul está a correr. Ele sente-se culpado por ela e frustado com a falta de resolução na vida dele. Ele sente-se culpado, atormentado, mesmo uma personagem ao gosto do Joss.

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