Review de “Briar Rose”

Episódio 11 – “Briar Rose”
Escrito por Jane Espenson
Realizado por Dwight H. Little
Actores convidados: Miracle Laurie, Amy Acker, Reed Diamond, Liza Lapira, Alan Tudyk, entre outros.

Briar Rose pode ser considerada a primeira parte para o estrondoso final de Dollhouse constituído por Briar Rose e Omega, visto que Epitah One não passou na Fox (americana). Briar Rose, que foi buscar o nome ao conto da Bela Adormecida, é um episódio muito bem estruturado, talvez o melhor logo a seguir a Spy in the House of Love. Apesar de não brincar com as linhas temporais, consegue interligar muito bem todos os seus enredos criando uma coexão que faltava aos episódios inicias.

Todo o episódio foi sabiamente envolvido por uma interessante metáfora. Um príncipe que salva a bela adormecida incapaz de se libertar do feitiço. Soa familiar? Claro que sim. E a Echo (Eliza Dushku) também. Numa missão pro-bono, Echo impersona Susan, uma rapariga bem sucedida com um passado trágico, que tenta ajudar uma rapariga demasiado parecida consigo própria (até no nome). Assim, a Susan grande ajuda a Susan pequena com a ajuda do conto da Briar Rose que serve de moldura ao quadro deste episódio. Ninguém contava era com a identidade do principe…

Paul Ballard (Tahmoh Penikett) está farto de andar às escuras e finalmente decide agir usando a informação a seu favor. Só que não é o único… Depois de descobrir a localização da Dollhouse e um sujeito chamado Kepler (participação de Alan Tudyk) ele entra pela Dollhouse a dentro sem qualquer tipo de plano B, isto é, se considerarmos o plano A um plano. Sorte a dele (ou nem por isso), o seu parceiro é algo mais do que dizia ser e tinha tudo cuidadosamente planeado. Kepler é Alpha (twist!).

Alpha, que não é senhor de meias medidas, mata Stephen Kepler em LA, mas move-o para Tucson onde supostamente ficam os “escritórios administrativos” da Dollhouse. Depois bastou lançar o isco, ou deverei dizer disco, que continha a informação necessária para despistar a Dollhouse. Então, com Tucson de um lado e Paul do outro, Alpha ficou com o caminho aberto para o seu grande objectivo: Echo. Alpha e Echo juntos. Haverá melhor cliffhanger?

O episódio foi óptimo. Levado às costas pela fabulosa dupla Tahmoh e Tudyk, a quem a senhora Jane Espenson deu diálogos absolutamente fabulosos, teve ainda outros atractivos como uma Eliza Dushku competente e uma alegoria interessante. Mais que isso, a revelação de Alpha foi claramente o ponto alto, não desiludindo nem um bocadinho. Mesmo sendo um enorme fã de Firefly, nunca pensei que Alan Tudyk tivesse tanta diversidade como actor.

Um problema alheio ao episódio foi a existência de spoilers. Qualquer pessoa que esteja minimamente informada sobre a série sabia que Alan Tudyk é Alpha. Porquê? Porque alguns sites são ignorantes e têm a mania de dizer que as notícias de casting não são spoilers. Assim, muita boa gente, eu incluído, ficou o episódio todo à espera de ver Alpha, mas em vez dele temos Kepler. Um excelente twist foi totalmente arruinado e o episódio passado na angustiante expectativa de ver Kepler transformar-se em Alpha.

Briar Rose foi um excelente episódio, ao nível de Man On The Street e Spy in the House of Love. Muito bem escrito por Jane Espenson, muito bem estruturado e com as brilhantes interpretações de Alan Tudyk e Tahmoh Penikett. A realização também não ficou atrás e Dwight Little proporcionou-nos uma excelente luta. Digo e repito, óptimo episódio. Venha o próximo.

4 respostas a Review de “Briar Rose”

  1. Cláudia diz:

    Não tenho nada de mal a dizer deste episódio. Foi mesmo altamente explosivo e adorei Alan Tudky como Alpha. Adorei-o como Kepler (medicinal carrots foi hilariante) e depois como Alpha que foi verdadeiramente assustador.

  2. Noir diz:

    Já sentia falta de ler reviews de Dollhouse lol
    Alan Tudly é simplesmente soberbo a representar, teve uma introdução de génio e para mim foi uma surpresa ele ser o Alpha (recuso-me a ler spoilers). É claro que se desconfia sempre de alguma coisa, mas o suspense durante o episódio é delicioso.
    Para mim, Alpha & Echo juntos é… do melhor. Jane Espenson não desiludiu.

    • Demorei muito porque tive exames e depois fui de férias para um sítio onde não havia net. Nas reviews da 2ª temporada vou fazer o possível para as ter prontas no Sábado à noite (os episódios passam à Sexta no EUA e estão no sítio de costume na madrugada de Sábado).

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