Review de “Omega”

Episódio 12 – “Omega”
Escrito por Tim Minear
Realizado por Tim Minear
Actores convidados: Miracle Laurie, Amy Acker, Alan Tudyk, entre outros.

Omega é a segunda parte do final da primeira temporada de Dollhouse, isto é, se considerarmos Epitah One um episódio extra, o que deve ser feito, porque na realidade é em Omega que os enredos desenvolvidos nesta temporada encontram uma conclusão. Omega é um episódio muito bom, mas, infelizmente, não é a season finale que estávamos à espera.

Os enredos de Omega acontecem em duas linhas temporais: a primeira vai do momento em que Caroline (Eliza Dushku) chegou à Dollhouse até à fuga de Alpha (participação de Alan Tudyk) e o segundo é o presente, a continuação directa de Briar Rose. Os acontecimentos do passado servem para explicar tudo o que está a acontecer agora, desvendando lentamente o mistério que é Alpha.

O episódio incide essencialmente na relação entre Echo e Alpha, ou melhor, a obsessão que ele sente por ela, sem descurar os enredos secundários, a investigação de Paul e Boyd por Echo e a revelação do episódio: a Dr. Claire Saunders (participação de Amy Acker) é uma Doll.

Os flashbacks do passado, que relatam os principais acontecimentos da Dollhouse anteriores ao que vimos em Ghost, são um verdadeiro deleite e a grande mais valia do episódio. Alpha e Whiskey vão numa missão com um cliente, mas as coisas não correm como o esperado e Alpha provoca problemas. A Dollhouse contém a situação, pensando que é um caso isolado. Quando Caroline chega à Dollhouse começa a obcessão de Alpha que culmina no ataque a Whiskey. Alpha foge e promete voltar para salvar Echo um dia.

A investigação de Paul (Tahmoh Penikett) e Boyd (Harry Lennix) parece feita para passar o tempo, à medida que vão sendo dados os flashbacks, até eles irem realmente à procura de Alpha. Um desperdício das capacidades de Tahmoh, tendo em conta o seu desenpenho em Briar Rose. A acção decorre no covil de Alpha, onde não faltam debates, discussões, monólogos sobre a identidade, a liberdade e outras temáticas indo mesmo ao âmago do tema da série e conprovando o talento de Tim Minear (não que alguém tivesse dúvidas depois de ter visto Out Of Gas). Na Dollhouse pouco acontece, mas há uma interessante interacção entre Whiskey e Topher (Fran Kranz), onde ela descobre que é uma Doll, carta de mestre que promete um leque enorme de possibilidades, e Topher descobre que cada pessoa, mesmo um Active, tem uma essência, podem chamar-lhe alma se quiserem, ditando que a tecnologia e o ambiente social têm limites.

Então o que é que falta neste excelente episódio? É simples: um clímax. Todos os enredos foram interessantes, mas o desenlace deixou imenso a desejar. Falta uma grande luta entre Omega e Alpha, com Paul no meio. Falta mais interacção na Dollhouse. O que acontece é que Alpha e Omega têm um pequeno desentendimento, ele foge, ela procura a tal caixinha com Caroline dentro, Paul apanha, Boyd fica parado à espera. E assim, todos ficam contentes e sub-aproveitados.

No fim, a decisão mais controversa do episódio: Paul concorda em trabalhar para a Dollhouse. Tudo indicava nesse sentido e era o único possível, mas devia ter sido trabalhado durante mais tempo. O que salva esta direcção é que ele, como foi visto em Briar Rose quando mandou o FBI embora, tem claramente segundas intenções e não o fez a troco de nada. Num pequeno twist engraçado, o segundo do episódio (sendo o primeiro a revelação que Whiskey é uma Doll quando a vemos dançar no escuro e pensamos que é Echo, cena lindíssima), Paul escolhe November (participação de Miracle Laurie) e não Echo para libertar. Uma espécie de redenção por nem sequer a ter tentado salvar em Briar Rose.

No campo da interpretação tenho dois actores em especial para destacar: Amy Acker e Alan Tudyk. A primeira mostra pela primeira vez a sua verdadeira capacidade como actriz. E convenceu-me. Ela é lindíssima e interpreta qualquer papel que lhe derem de uma forma fenomenal. Alan Tudyk mostrou mais uma vez do que é capaz e deslumbra. Ele é de tal forma convincente que nós não vemos apenas aquelas personalidades todas dentro dele, como também as sentimos. Não podia ter sido feita uma escolha melhor. Quanto à menina Dushku,  a controversa protagonista da série, apesar de ter vindo a melhorar, neste episódio ficou claro a sua inferioridade quando a comparamos com Alan Tudyk na matéria das multi-personalidades. Ainda por cima num episódio onde Amy Acker lhe consegue roubar a atenção quase sem esforço. No entanto, estou à espera de mais para a próxima temporada, pois a Eliza já provou que consegue ser mais do que competente em Spy in the House of Love e Briar Rose, por exemplo.

O episódio acaba com uma excelente música percorrendo os personagens criando uma certa empatia (não muita, diga-se) por estas controversas pessoas. Omega é um bom episódio, muito bem realizado, muito bem escrito com algumas excelentes interpretações. É uma season finale satisfatória, mas longe de ser excelente e não é certamente o estrondo que estávamos à espera. O que é uma pena, diga-se de passagem.

2 respostas a Review de “Omega”

  1. Cláudia diz:

    Adorei este episódio. Não tanto como ao anterior, mas foi muito bom. A revelação de Claire ser uma Doll (Whiskey) já era esperado mas Amy Acker tem uma interpretação fantástica. Os flashbacks também funcionaram bem e eu gostei da dupla Boyd/Ballard.

  2. Noir diz:

    Concordo, neste episódio faltou o climáx.
    Porém, o que deixou mesmo a desejar, no meu ponto de vista, foi a interpretação de Eliza Dushku. Acho que Joss Whedon a sobrevaloriza, mesmo que não seja uma actriz nada por aí além.
    Creio que neste episódio isso foi mais notório do que usualmente talvez porque Eliza esteve, essencialmente, à sombra de Amy Acker (que teve a sua melhor representação desde que me lembro) e, claro, de Alan.

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