Review de “Vows”

Episódio 1 – “Vows”
Escrito por Joss Whedon
Realizado por Joss Whedon
Actores convidados: Amy Acker, Liza Lapira, Alexis Denisof, Jamie Bamber

A recepção ao episódio que marca o regresso de Dollhouse, Vows, foi mista. Quando fui ver o episódio tentei baixar as expectativas tendo em conta que a série tem consideráveis problemas, mas é muito difícil depois de Epitah One e de uma promessa que a série irá finalmente entrar na linha.

Vows é um episódio muito bom. Alguns dos problemas que Dollhouse tinha na primeira temporada ainda estão lá, mas outros estão a ser resolvidos e a série parece muito mais coesa do que na primeira temporada. Sim, ainda falta aquela inexplicável emoção que Buffy, Angel e Firefly tão facilmente atingiram. No entanto, estamos a ir pelo bom caminho.

O episódio é dividido em dois enredos: a forma como a Claire (participação de Amy Acker) está a lidar com a sua sua recente descoberta de que é uma Doll e a missão da semana. Os enredos estão bem interligados e o enredo secundário é um luxo. Com Paul (Tahmoh Penikett) na Dollhouse já não há aquela divisão no espaço que nos dava a sensação de estarmos a ver dois acontecimentos em separado ao mesmo tempo. Para além disso, o episódio faz um bom trabalho em planear os enredos para o futuro. Esta temporada tem tudo para ser mais equilibrada e coesa que a primeira.

O enredo de Whiskey é claramente o ponto alto do episódio. Amy Acker é uma actriz de uma categoria incrível e o material que Joss lhe deu neste episódio é ouro. As cenas em que ela contracenou com Topher (Fran Kranz) e Boyd (Harry Lennix) foram das melhores que esta série já mostrou. Topher é uma personagem complicada e muito difícil de simpatizar. Detestava-o na primeira tempora e quem leu estas reviews sabe muito bem que não tinha problemas em dizê-lo. No entanto, vimos-lhe uma faceta diferente em Epitah One e, em Vows, confirma-se que se tornou num dos trunfos da série.

O casamento de Echo (Eliza Dushku). Há quem diga que esta foi a parte pior do episódio e que Dollhouse está a voltar à fórmula da missão da semana. Tenho que discordar. Pode ter sido a parte menos boa do episódio, mas isso é por mérito do outro enredo e não desmérito deste. Gostei muito da missão. Jamie Bamber é um noivo à maneira. Os twists foram demais. Para além disso, acho que quem achou que isto foi apenas mais uma missão da semana, não prestou bem atenção à evolução da relação entre Paul e Echo.

Paul e Echo são claramente o foco da série e estou muito interessado em saber onde é que esta relação vai parar, mas, sobretudo, como vai lá parar. Paul parece ter esquecido os seus princípios e cedido aos seus desejos levando-nos à eterna questão: será que os fins justificam os meios? A montagem musical da noite de núpcias foi excelente e a cena em que Paul tenta fazer com que Echo se lembre do seu encontro em Man On The Street também. Encheram-me as medidas. Fizeram-me perceber que cada vez gosto mais da série e compreendo melhor os personagens.

Eliza Dushku foi um dos problemas da primeira temporada. Ela simplesmente não tinha a capacidade de interpretar um personagem como Echo e, embora tenham havido melhorias no decorrer da temporada, o problema persistiu. No entanto, com Amy Acker em cena, Dushku perde protagonismo e a sua representação parece superficial e nada credível. Eliza deve ter-se apercebido disso mesmo e esforça-se para nos dar a sua melhor interpretação até à data. Mesmo na cena em que teve que usar várias personalidades (perto do avião), esteve cinco estrelas. E, vamos ser sinceros, em termos de estrelas de acção na caixinha mágica, não econtram melhor que Eliza Dushku. Ela brilhou nas cenas de luta. Gosto muito de ver este lado de acção de Dollhouse.

O final do episódio deixa-nos ansiosos para o futuro. Mais uma vez, a montagem musical foi demais: Whiskey enfrenta os seus medos, Topher mostra os seus conflitos interiores que pareciam inexistentes no passado, Victor (Enver Gjokaj) e Sierra (Dichen Lachman) de mãos dadas e uma aliança entre Paul e Echo que está cada vez mais consciente do que lhe está a acontecer. Se juntarmos a tudo isso o enredo do Senador Daniel Perrin (participação de Alexis Denisof) vemos que a série está finalmente a ganhar consitência prometendo uma boa temporada.

Uma coisa que adorei no episódio foi a forma como os personagens falam abertamente das coisas que o espectador está a pensar. Se nós nos questionamos sobre as acções dos personagens, tem toda a lógica que eles também façam isso uns aos outros. Por exemplo: porque é que Paul decidiu cooperar com a Dollhouse; se Boyd se sente tão mal com a moral da Dollhouse, porque está lá?; as cicatrizes de Victor serem tratadas e não as de Whiskey; o facto de Echo ser um Active especial. É apenas mais uma das coisas que tornam o diálogo do episódio genial.

Resumindo, Dollhouse não é uma série perfeita, mas é sólida. Vows foi um episódio muito bom que plantou as sementes para o futuro. Aguardo com impaciência o seu desenvolvimento. Joss Whedon fez um óptimo trabalho na realização, mas, principalmente, no diálogo. No entanto, a série já nos mostrou que faz melhor, portanto é isso que queremos.

Uma resposta a Review de “Vows”

  1. Cláudia diz:

    Muito bom. Achei o episódio muito sólido e mais sombrio, até. A minha parte favorita foi a Amy Acker que foi fenomenal.

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