Review de “Instinct”

Episódio 2: Instinct
Escrito por Michele Fazekas & Tara Butters
Realizado por Marita Grabiak
Actores convidados: Alexis Denisof, Stacey Scowley, Miracle Laurie

Instinct é um episódio com uma boa ideia que foi bem executada até um certo ponto. No caso da semana, Echo (Eliza Dushku) adopta a personalidade de uma mãe para um cliente cuja mulher morreu a parir o filho. O episódio tem um argumento sólido, mas esperava mais comédia vinda de de escritoras como Michelle Fazekas e Tara Butters, criadoras de Reaper. Sei que este é um assunto pouco apropriado para este género, mas as séries de Joss Whedon sempre foram conhecidas por ter uma mistura drástica de comédia que normalmente não se adaptaria bem à maioria das séries.

O enredo foi bom e estudava a sensação que um Active tem ao passar por tantas diferentes personalidades. Sensação essa muito bem expressada por Echo no final do episódio. No entanto, esperava mais. Echo ainda não evoluiu e parece que quando veste uma personalidade fica sem a dela. Isto leva-nos ao grande problema da primeira temporada: é difícil sentir empatia com alguém que muda de personalidade todas as semanas.

Num comentário a uma review a este mesmo episódio noutro site da especialidade, foi dito que este episódio seria perfeito como piloto e esta é a mais pura das verdades. Era impossível alguém que nunca tivesse visto Dollhouse começar a ver Vows e perceber metade do que estava a acontecer. O episódio nem teve o “Anteriormente em Dollhouse…”. Aqui estava uma boa oportunidade para atrair novos espectadores. Se inicialmente pensávamos que estávamos a ver uma série sobre uma mulher a ser traída pelo marido, haverá melhor twist que essa mulher ser uma vítima de uma agência secreta?

Esperava que eles trabalhassem mais o conflito interior de Echo tal como fizeram com Saunders. Optaram por adiar mais uma vez. No final houve mais uma conversa com Ballard (Tahmoh Penikett) em como ambos querem derrubar a Dollhouse. Podiam ter aprofundado este assunto muito mais. Apesar disso, nem tudo foi mau. Eliza fez um óptimo trabalho e o caso da semana até nem foi mau. Teve bastante ritmo e manteve-me interessado até ao fim.

Os outros enredos foram um pouco desinteressantes. Embora eu goste do Senator Daniel Perrin (participação de Alexis Denisof) e espere que a investigação dele vá para a frente, achei que podia ter sido feito melhor. Afinal, ele passa o episódio a falar com a mulher, recebe documentos de alguém anónimo e fala mais um bocado com a mulher. Não podiam dar nada melhor ao Alexis Denisof?

A November (participação de Miracle Laurie) voltou à Dollhouse. Gostei da conversa dela com DeWitt (Olivia Williams), nem que seja para ver estas óptimas actrizes em acção. Foi bom vê-la outra vez, mas este enredo não trouxe nada de novo ou de relevante à história. Espero desenvolvimentos.

Para concluir, Instinct é um bom episódio, mas está um bocado aquém daquilo que se pedia da série seria neste momento. Manteve-me interessado e gostei, mas quero desenvolvimentos e que esta temporada se comece a mexer. O argumento foi sólido e foi bem realizado, principalmente, na última parte, a conversa com o pai do bebé e Echo. Para além disso, os casos da semana começam a ser cansativos se usados em demasia. Aguardo inovações.

2 respostas a Review de “Instinct”

  1. Cláudia diz:

    Bom episódio. Gostei bastante e a Eliza impressionou-me mais uma vez.
    A série tem falhas mas dá sempre algo em que pensar.

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