Mesa Redonda sobre “Vows”

Na nova rubrica semanal do Dollhouse PT, a acompanhar os episódios, teremos três grandes nomes da comunidade cibernética televisiva e de cinema portuguesa. Carlos Couceiro, criador e administrador do HotvnewsZB, criador e administrador do TV Dependente e Pedro Maciel, colaborador no TV Dependente e responsável pelas críticas a Dollhouse nesse mesmo estabelecimento.

1. Citação preferida do episódio?

Carlos Couceiro:
Claire: “My entire existence was constructed by a sociopath in a sweater vest, what do you suggest i do?”

Pedro Maciel:
Topher: “Hey, I could whip up a love slave any day I want.”
Claire: “But that wouldn’t be a challenge would it? Slaves are just slaves and winning over your enemy, the one person guaranteed to reject everything you are, that’s real love. More real than anything up in the world. And I understand it now. I love you. I love you”

ZB:
Claire:
“Slaves are just slaves. But winning over your enemy, the one person guaranteed to reject everything you are, that’s real love.” A Saunders teve excelente material durante todo o episódio. Esta citação é um bom exemplo disso mesmo.

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2. Eliza Dushku foi muito criticada pela sua interpretação de Echo na 1ª temporada. O que achaste dela em Vows?

Carlos Couceiro: Bem melhor do que na primeira temporada, em especial no diálogo com Ballard sobre a existência dentro de si de todas as outras impressões.
Echo: “I remember everything. Sometimes I’m someone else and then I come back, but I still feel them. All of them. I’ve been many people. I can hear them, sometimes suddenly. I’m all of them, but none of them is me. Do you know who’s real?”
Ballard: “Caroline.”
Echo: “I want to find her. I want to find all of them. Real them. They can be found. We are lost, but we are not gone.”
Um dos melhores diálogos de sempre em Dollhouse.

Pedro Maciel: Nem melhor nem pior que na temporada de estreia. Por vezes consegue encarnar o papel que faz, mas outras vezes não nos convence daquilo que diz/faz. No entanto, neste episódio ela nem está tão mal como noutros.

ZB: A Eliza Dushku não é uma actriz muito versátil, apesar deste (e refiro-me à série e não ao episódio), talvez, ser o trabalho onde ela demonstrou maior versatilidade (e atenção que ser mais versátil não significa ser melhor ou pior) até hoje. Neste episódio, mesmo que tivesse tido a melhor interpretação da sua vida (e não teve) dificilmente despertaria atenção para a mesma visto que foi totalmente ofuscada pela brilhante prestação da Amy Acker.

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3. Topher: irritante ou incompreendido? Notaste algumas melhorias na 2ª temporada?

Carlos Couceiro: Ambas. Está menos nerd, o que não é necessariamente bom, mas no geral está igual a si mesmo.

Pedro Maciel: Quase toda a 1.ª temporada ele foi irritante e inconsequente. No episódio 13, foi-nos apresentado um outro Topher. Neste há um pouco dos dois. Já sem ser tão irritante como antes, as piadas dele nunca me convenceram. É das personagens mais estereotipadas da série.

ZB: Definitivamente… irritante. Neste episódio, nem tanto. No “Epitaph One”, idem. No geral, demasiado irritante. Não ao nível da Dawn, mas quase.

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4. Paul afastou-se há muito tempo do estereótipo do herói clássico. Está a tornar-se no personagem mais moralmente ambíguo da série. Quais são as suas motivações ao trabalhar na Dollhouse? Será a sua obsessão por Echo saudável?

Carlos Couceiro: O bacano está muito obcecado, as motivações são as óbvias e a entrada na Dollhouse serve apenas para cumprir os objectivos que este sempre teve. Matar o Dragão e salvar a donzela. No entanto quantos mais dias passa dentro da Dollhouse, mais perceberá o quão cinzento é o mundo.

Pedro Maciel: A passagem de Paul de um lado da barricada para o outro, foi mal explicada e um pouco forçada. Agora, de um momento para o outro, acompanhamos um outro Paul. Cliente ou handler, ele continua a ter o seu plano para derrubar a organização. A trabalhar lá dentro, ele achará que é mais fácil. Tenho dúvidas que Adelle confie plenamente nele.
Não julgo que ele tenha uma obsessão por Echo. Move-lhe o que lhe moveu quando acordou a libertação de November: dar liberdade aos activos. Ele canaliza as suas acções para Echo, mas o objectivo dele é bem maior.

ZB: Eu acho que a motivação maior do personagem, aquela que condiciona todos os seus movimentos e decisões, é muito simples e não é derrubar a Dollhouse: é comer a Caroline/Echo. Se essa necessidade de ter aquela mulher é saudável ou não? Acho que ainda não transpôs quaisquer limites do tolerável.

Cláudia: O Paul intriga-me. Desde o princípio que ele se tem transformado numa personagem sombria, na minha opinião. Ele afirma querer derrubar a Dollhouse mas no entanto, está é obcecado por esta Caroline e não a Dollhouse. E esta obsessão não é nada saudável! Comparo-o com o Alpha e viu-se bem que ele continua obcecado por ela. Não é bem um típico herói.

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5. O que houve de melhor e pior no episódio?

Carlos Couceiro: Amy Acker e o seu merecido destaque valeu a espera pela nova temporada. O pior foi a falta de avanços no arco global da série. Joss Whedon tem que apressar o passo se quiser atar todas as pontas soltas até ao episódio 26.

Pedro Maciel: Melhor: toda a cena entre Topher e Saunders/Whiskey. Muito boa. Pior: o caso. Desinteressante, cliché ao máximo e inconsequente. Para além disso, o material que Jamie Bamber teve para trabalhar foi ridículo.

ZB: Melhor: Sem dúvida a Saunders e o seu conflito existencial. Pior: Apesar de inevitável, pois quer se queira ou não esse é o âmago da série, o regresso do “case of the week”, que mais não serviu do que para voltar a revelar os mesmos problemas de sempre da série. Além disso, o facto de não terem situado a acção temporalmente no início do episódio. Só soube que tinham passado alguns meses na acção porque fui ao site oficial da série consultar a sinopse do episódio.

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